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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Rio de Janeiro tem protesto em Niterói. Diz: "Tarifa não pode aumentar"

Grupo protesta contra tarifa de ônibus em frente às barcas em Niterói, RJ .Manifestantes exibem cartazes em frente a Praça Araribóia. NitTrans vai reforçar efetivo de agentes para orientar trânsito.

Um dia depois do protesto contra o aumento da tarifa de ônibus na capital do Rio de Janeiro, os vizinhos da cidade de Niterói também saíram às ruas. O valor da passagem subiu de R$ 2,75 para R$ 2,95. Por volta das 17h desta sexta-feira (14), começou o protesto na Praça Araribóia, em frente a saída das barcas. Às 17h30, aproximadamente mil manifestantes, segundo a PM, gritavam pela redução do preço das passagens e pela melhora do transporte público. Às 19h10, a PM estimava que 2,5 mil pessoas participavam do ato.

Manifestantes protestam contra o aumento da passagem em Niterói (Foto: Luís Bulcão/ G1)




Niteroiense te palavra de ordem em protestos espalhados pelo Brasil: promessa de
parar a cidade se o valor da passagem não for reduzido

Os organizadores do protesto pedem, além da revogação imediata da nova tarifa, passe livre irrestrito para universitários e o fim da dupla função (motorista e cobrador).

O Batalhão de Choque da Polícia Militar informou que enviou pelo menos 50 homens para a manifestação em Niterói.

À fente de 100 homens do 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói), selecionados para acompanhar a manifestação contra o aumento da passagem em Niterói, o tenente-coronel André Belloni esperava conduzir a marcha pacificamente. De acordo com o comandante, 4 mil pessoas são esperadas para a passeata.
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Até as 17h30, a concentração de pessoas em frente ao portão de saída das barcas, segundo a PM, era de mil pessoas.

Estima-se que 4 mil pessoas participem da manifestação 

"A princípio será uma manifestação ordeira. Os organizadores firmaram compromisso. Esperamos conduzir de forma pacífica e ordeira. Não admitiremos ato de destruição e vandalismo. Estamos aqui para garantir a lei e a ordem", afirmou Belloni. Segundo ele, a tropa de choque só será empregada se houver necessidade.


O desembarque na estação Praça Araribóia das Barcas foi prejudicado por volta das 17h30, por causa da concentração de manifestantes que protestam contra o aumento na tarifa dos ônibus. A concessionária responsável informou que não houve tumulto e às 18h50 a situação já havia sido normalizada.

Às 18h, o grupo entrou pela contramão na Avenida Amaral Peixoto, interrompendo o trânsito na via. Às 18h40, a via foi fechada em quase toda sua extensão, da Visconde do Rio Branco até a Visconde de Sepetiba. Todas as quatro faixas foram ocupadas pelos manifestantes. O protesto na região central de Niterói afetou também o tráfego na Ponte Rio-Niterói. Segundo a CCR Ponte, o tempo de travessia era de uma hora, próximo das 18h20.

O trajeto combinado era entrar na Rua Visconde de Sepetiba em direção à prefeitura, mas ao chegar ao local, os manifestantes se depararam com homens do Batalhão de Choque e preferiram seguir pela Avenida Ernani do Amaral Peixoto. Às 19h10, eles ocuparam a frente da Câmara Municipal.


Na única ação violenta registrada até as 19h30, uma bomba de efeito moral estourou no meio da multidão em frente à Câmara Municipal. A suspeita caiu sobre um policial do Batalhão de Choque, que estava sozinho no meio da aglomeração. No momento em que a bomba estourou, a aglomeração se desfez. Sob vaias, o policial caminhou até a tropa do Batalhão de Choque, que está localizado na Rua Visconde de Sepetiba.

"Achei que era uma bomba, que algum manifestante tivesse jogado de sacanagem. Quando eu olho para trás, está um PM com a arma na mão. Estourou a dois metros de mim, contou Marcelo Bellotti, que é bancário e foi acompanhar a manifestação. "Eu não participo desse tipo de movimento. Vim para ver a manifestação na praça, que está pacífica e acontece isso. A polícia não pode agir assim", disse.

Visconde do Rio Branco, no Centro
 
Marcelo foi conversar com o comandante do 12º BPM (Niterói), mas os policiais negaram que a bomba tenha partido de um membro da instituição.

Às 20h, um grupo fazia o retorno pela Avenida Ernani do Amaral Peixoto quando parte decidiu entrar na Rua Visconde de Sepetiba, onde estavam os homens do Batalhão de Choque.

A Prefeitura de Niterói informou por volta das 20h30 que montou uma comissão para discutir com os organizadores da manifestação a questão do aumento da tarifa, no entanto, não foi procurada pelos manifestantes para o diálogo. Com a abertura da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, a prefeitura considerou encerrado o protesto.

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